quarta-feira, 26 de setembro de 2012
E nesse imediatismo barato , e nessa ávida loucura de estarmos vivos esquecemos a glória da perda e não deixamos coisas , pessoas e ocasiões partir ! E por sermos tão inexatos, incompletos e vazios , necessitamos de um outro qualquer. E nessa massificação do amor , de sorrisos , abraços e afagos , esquecemos que as coisas acabam e nos deixam inesgotáveis de tanto sofrer. Vivemos como se sofrer - no sentido de não sermos felizes por completo - fosse algo que não acontecerá com a gente e de repente puf , nos pega e deixamos de lado , apenas.
Em uma conversa diária , com pessoas olhe o que eu ouvi de uma amiga.
- Estamos convictos que a verdade é uma só , entretanto a verdade são múltiplas. E nesse descompasso e nessa vontade de viver a vida nos extremos esquecemos. Somos intermediados , somos coerência e incoerência e é isso que não aceitamos , queremos seguir um caminho só , como se fosse possível, a vida tem por natureza essas oscilações bruscas , que nos tomam de assalto e assustam.
A descrição é explicativa e coerente ! Somos mediados pelo nosso querer de está satisfeito. Isso reitifica a ideia absurda de que a incompletude não existe. O nada faz parte , o silencio é comum e o vazio é o preenchimento de um sujeito faltoso , reclamão e que vira e mexe vai está extasiado pela rotina , que vai buscar imperfeições naquilo que de certo , há um época atrás era o que mais desejava.
Em uma palestra ontem por um medico e psiquiatra ouço a seguinte frase.
" A morte é algo inevitável. Morre-se todo dia , para se viver "
O fim é certo e não é trágio , é belo!
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