segunda-feira, 27 de agosto de 2012





Desatinos

Sabe-se muito pouco do ser humano, sabe quase nada de si mesmo. Estamos envoltos em descobrir tudo de alguma coisa, tudo de alguém e não nos mergulhamos na audácia de descobrir a nós mesmo!
Reverenciamos o imediatismo, a confusão diárias dos dias e onde o tempo passa com pressa sem pensar no que nos pode acontecer, se fomos rápidos e ávidos demais , esquecemos de criar nossas armadilhas e fugir do cotidiano , da rotina , do marasmo das manias e dos complexos vícios . Pairamos pelos ventos um ar de que queremos complicar o que de certo não deveríamos.
Trilhamos caminhos com pessoas e esquecemos que elas podem ter o livre arbítrio de simplesmente ir embora, tem pessoas que vão e outras que ficam e outras aparecem!
 Não sabemos lidar com os fracassos embora ele seja uma coisa que há todos instantes está presente em nossas vidas, ficamos na mesmice de achar que a felicidade plena existe e isso é mera utopia, achamos que nossa vida daria um livro, um filme ou uma poesia, encaremos a realidade por mais que isso doa, mas acredite nos pequenos e únicos momentos da vida que não nos damos conta.
O amor cabe em si e escoa, o mais bonito da vida é você perpassar essa vontade de viver e colocar em pratica, muitas pessoas têm muitas teorias de como se viver bem , como se fosse livro de autoajuda e esquecem de colocar em prática . As pessoas se sabotam.
Não conseguimos visualizar por exemplo  um crepúsculo de um fim de tarde, outro dia uma amiga me disse “Tava eu dentro de um carro esperando o engarrafamento acabar, eu ia me estressar com aquilo e ficar mais velha rápido, não mesmo coloquei o cd de Kid Abelha, pois era o único dentro do carro e me acabei de cantar, no fim eu cheguei em casa bem , sem me estressar e o melhor super feliz!”
Foi a partir de relatos de amigas acredito que me deparo com esse texto, sim eu, por exemplo, fico feliz com pequenas coisas, embora confesse que algumas vezes me irrito e perco as estribeiras com bobagens,  coisas de humanos, mas convenhamos ainda me deparo com muitas pessoas se vitimizando de coisas que acontecem na própria vida, como se elas não coautores desse  episodio. Na realidade é mais fácil colocar a culpa naquilo que se pode vê, para que possamos abrir a boca para dizer “Mas a culpa foi sua!”.
De certo somos humanos com falhas vamos reclamar da vida, teremos nossas demandas e precisamos dela para que a vida não seja tão com graça que se perde a graça! Mas existem pessoas enfadonhas que reclamam de tudo e de todos, uma vez uma professora de ensino médio falou na sala “Quem reclama demais, na realidade é o problema...”, o que é uma grande realidade!
Ficamos repetitivos , caímos na rotina e nos perdemos , criamos um vinculo tão grande com a norma que burla-la parece um sacrifício! Outro dia outra amiga me disse: “Mas é assim, eu não consigo mudar isso, é o que faço quase todo dia seria estranho não fazê-lo”, estamos trancafiados com nossas manias dentro de um presídio sem cela e o que nos resta é admirar a grama do vizinho! Bela metáfora por sinal!
Criamos convicções daquilo que é dinâmico e não requer um conceito tão obvio! Viver ultrapassar o sentido de normalidade, queremos ser normal o tempo todo e perdemos o que é de essência da nossa particularidade, ou seja, autenticidade! Tenho conhecido pessoas iguais que seguem a tino as regras e o estigma de que aquilo não se pode sair do lugar permanece.
Mude uma peça de lugar, mude de roupa, mude o jeito de agir , mude as caras e bocas de sempre , seja anormal , pinte suas loucuras em algum lugar , dance , ultrapasse a linha e viva sem medo do que se pode acontecer , hoje , amanhã ou depois !

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